domingo, 21 de abril de 2013

LÁGRIMAS




A sensação de leve abandono
em minhas mãos frias
mostra a solidão que permeia
o casco em que vivo.

O aperto em minha garganta
sufocante e indecente
que aperta lentamente
cada espaço do meu ar.

O gosto salgado em minha boca
espeço e inesquecível
que se apresenta normalmente
pois o desfruto sem parar.

O arrepio e pressão
que sofrem minhas narinas
empurram para cima a dor
e pisoteiam em meu estomago amargor.

Minha face inicialmente quente
esfria lentamente em partes
distintamente separadas
por fios transparentes.

E meus olhos fundos tão dormentes
se enchem marejados e ultrajados
como lagos cavernosos incorruptos
de uma água pálida silenciosa reluzente.



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